{"id":8081,"date":"2020-06-03T08:00:06","date_gmt":"2020-06-03T06:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/melillamonumental.es\/?p=8081"},"modified":"2026-06-29T15:31:19","modified_gmt":"2026-06-29T14:31:19","slug":"conhecendo-o-nosso-patrimonio-praca-das-culturas-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/melillamonumental.es\/pt\/conociendo-nuestro-patrimonio-plaza-de-las-culturas-i\/","title":{"rendered":"Conhecer o nosso patrim\u00f3nio Pra\u00e7a das Culturas (I)"},"content":{"rendered":"<p>A que outrora se chamou Pra\u00e7a dos Carros \u00e9 hoje lugar de encontro e, ao mesmo tempo, de passagem para Melilla la Vieja. Possui uma hist\u00f3ria singular que conheceremos atrav\u00e9s do que foi escrito por historiadores como Jes\u00fas S\u00e1ez Cazorla, que explica pormenorizadamente como foi evoluindo com o passar dos s\u00e9culos:<\/p>\n<p><strong>\u201cEvolu\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a das Culturas<\/strong><\/p>\n<p>O que hoje constitui esta pra\u00e7a, foi durante s\u00e9culos uma zona de praias com um rio, onde desembarcou o conquistador espanhol Pedro de Estopi\u00f1\u00e1n que cercou de muralhas o que se conhecer\u00e1 posteriormente como a Alafia do s\u00e9culo XVI ou a Vila Velha do s\u00e9culo XVII. (Pra\u00e7a Culturas 01)<\/p>\n<p>Para um maior controlo do espa\u00e7o, com um n\u00famero m\u00ednimo de pessoas, e ap\u00f3s a conclus\u00e3o das obras de remodela\u00e7\u00e3o do Primeiro Recinto ou Vila Nova do s\u00e9culo XVI, as inova\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XVII centrar-se-\u00e3o na Alafia ou Vila Velha, dividindo-a em duas atrav\u00e9s da escava\u00e7\u00e3o do Fosso do Hornabeque. Criando assim os locais conhecidos como Segundo Recinto e Terceiro Recinto. (PC.02)<\/p>\n<p>Os engenheiros respons\u00e1veis por estas constru\u00e7\u00f5es foram Pedro Borr\u00e1s e, sobretudo, Juan Mart\u00edn Zerme\u00f1o, que reformou todo o circuito exterior das muralhas da Villa Vieja no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, ampliando o fosso exterior e transformando-o num front\u00e3o em coroa abaluartada chamado hoje Terceiro Recinto. (PC03)<\/p>\n<p>Foi durante o s\u00e9culo XVIII que os limos do rio de Ouro foram cegando esta zona e ganhando terreno ao Mediterr\u00e2neo, o que gerou uma esplanada que muito cedo foi utilizada pela popula\u00e7\u00e3o para cultivar hortas com que podiam dotar a fortaleza de hortali\u00e7as e verduras, elementos imprescind\u00edveis para uma cidade isolada em muitas ocasi\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta fun\u00e7\u00e3o, exigiu tamb\u00e9m a realiza\u00e7\u00e3o de novas fortifica\u00e7\u00f5es para proteger estas hortas e as diversas obras que se dedicavam a salvaguardar um espa\u00e7o verdadeiramente vital para a sobreviv\u00eancia da cidade. As muralhas do Quarto Recinto na zona baixa, definidas pela cortina de ameias de S\u00e3o Miguel (A) \u00e0 Torre de Santa B\u00e1rbara (B) e outros elementos de fortifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que definem os limites deste terreno que j\u00e1 era assumido como novo espa\u00e7o \u201cintramuros\u201d. (PC04)<\/p>\n<p>J\u00e1 no final do s\u00e9culo XIX e sobretudo nos primeiros anos do s\u00e9culo XX, o espa\u00e7o das hortas come\u00e7a a ser utilizado como zona de mercado e satura-se com constru\u00e7\u00f5es diversas, muitas delas de car\u00e1cter tempor\u00e1rio e de pouca envergadura, salvo o distinto e elegante edif\u00edcio da Casa de Salama que o fecha para Este a partir de 1900. (PC.05)<\/p>\n<p>Durante os anos quarenta foi constru\u00edda a esta\u00e7\u00e3o de autocarros, verdadeiro cora\u00e7\u00e3o de onde partiam as linhas para o Protetorado em Marrocos, at\u00e9 que perdeu a sua fun\u00e7\u00e3o e passou a ser um novo elemento em ru\u00ednas. (PC. 06)<\/p>\n<p>Finalmente, a pra\u00e7a volta a definir-se com um projeto de D. Ant\u00f3nio Cruz e D. Ant\u00f3nio Ortiz, que ser\u00e1 reformulado por D. Juan Judel Carballa no ano de 2004. (PC 07). \u201c<\/p>\n<p>No seu artigo de blogue, dedica tamb\u00e9m umas linhas a esta pra\u00e7a:<\/p>\n<p>\u201cA Plaza das Culturas apresenta uma concentra\u00e7\u00e3o excecional do desenvolvimento urbano e cultural de Melilla, onde as tradi\u00e7\u00f5es populares se expressam atrav\u00e9s de diversas amostras art\u00edsticas e da troca comercial e portu\u00e1ria. A pra\u00e7a \u00e9 um dos principais pontos de interliga\u00e7\u00e3o recuperados da cultura imaterial da cidade, um s\u00edmbolo das atividades do antigo souk mediterr\u00e2nico, do qual temos a vis\u00e3o desta pra\u00e7a desde o s\u00e9culo XIX e conhecimento desde a antiguidade.<\/p>\n<p>Esta pra\u00e7a retangular encontra-se situada na entrada oriental da antiga medina ou \u201cVilla Vieja\u201d, conhecida como \u201cAlafia\u201d ou lugar de paz, da qual Al-Bakri nos dizia no s\u00e9culo XI que: \u00bb...a habitam os Banu Wartadi, que, quando um comerciante chega a ela, tiram \u00e0 sorte qual deles se vai encarregar das opera\u00e7\u00f5es que este vai desenvolver. Este nada poder\u00e1 fazer, sen\u00e3o sob a supervis\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o daquele, que o proteger\u00e1 de quantos queiram prejudic\u00e1-lo e lhe exigir\u00e1 uma recompensa, assim como um presente em conceito de hospedagem...\u201d.<\/p>\n<p>Este lugar foi marco do desembarque castelhano do s\u00e9culo XV e o ponto de viragem geol\u00f3gico da foz do rio de Ouro (Uad El-Meduar: rio que serpenteia), onde se separam a norte a costa oriental escarpada do Cabo Tres Forcas ou Ras Uark ou Ras Tleta Madari, do litoral baixo de finas areias com a Lagoa de Mar Chica ou Sebja Bu Areg a sudeste.<\/p>\n<p>A Plaza das Culturas \u00e9 rodeada por edif\u00edcios p\u00fablicos, lojas, hot\u00e9is e caf\u00e9s, sendo um ponto de encontro para os habitantes da cidade, palco quotidiano de atividades comerciais e de lazer, onde locais e forasteiros podem desfrutar delas durante todo o dia at\u00e9 tarde da noite.<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a \u00e9 um importante local de interc\u00e2mbios interculturais e, ao mesmo tempo, um elemento urbano fr\u00e1gil onde os componentes do patrim\u00f3nio art\u00edstico, protegidos desde 11 de agosto de 1953, friccionam com a modernidade, a urbaniza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e o desenvolvimento da infraestrutura rodovi\u00e1ria, afetadas pela acultura\u00e7\u00e3o, que representa uma forte amea\u00e7a a este espa\u00e7o da Cultura Imaterial de Melilha.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e urban\u00edstica da Pra\u00e7a das Culturas escrevem tamb\u00e9m o historiador Jos\u00e9 Mar\u00eda Romano Funes e o arquiteto Juan Judel Carballa:<\/p>\n<p><strong>\u201cDelimita\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e primeiros usos<\/strong><\/p>\n<p>Desde a chegada dos espanh\u00f3is, o terreno que hoje ocupa a Pra\u00e7a das Culturas tem-se caracterizado pela sua fertilidade, gra\u00e7as aos limos depositados pelas cheias do rio de Ouro. Isto fez com que fosse um espa\u00e7o destinado a hortas, vitais para o sustento da popula\u00e7\u00e3o, que deveriam ser protegidas face aos constantes ataques que ocorriam nestes terrenos.<\/p>\n<p>Em 1525 iniciam-se as fortifica\u00e7\u00f5es e o alargamento das fortalezas, destinadas a defender a veiga de Melilla e os pastos para gado.<\/p>\n<p>Poucos s\u00e3o os planos que se conservam do per\u00edodo compreendido entre os s\u00e9culos XVI e XVII, pelo que nos remeteremos aos realizados no final do XVII para poder ter uma ideia da evolu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o que hoje ocupa a pra\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, at\u00e9 ao aparecimento das primeiras cartografias, podemos deduzir a evolu\u00e7\u00e3o destes terrenos e a sua implica\u00e7\u00e3o no tra\u00e7ado urban\u00edstico da cidade, tanto antiga como moderna.<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo XVI, Melilla era uma cidade fortificada e delimitada por dois espa\u00e7os murados: a Villa Nova e a Villa Vieja ou Alafia. A Villa Nova, que hoje em dia \u00e9 o primeiro recinto, ocupava a principal estrutura urbana e era, portanto, a zona mais densamente povoada. A Villa Vieja, murada por um circuito de menor solidez e circundada por um fosso, era composta por uma s\u00e9rie de obras irregulares.<\/p>\n<p>Sob as muralhas deste segundo recinto, encontravam-se as hortas exteriores. Um dos primeiros planos onde aparece o espa\u00e7o concreto onde hoje se ubica a pra\u00e7a do nosso estudo, \u00e9 de 1699 e foi realizado por Alfonso D\u00edez de Anes.<\/p>\n<p>Nele, esta \u00e9 mostrada como um espa\u00e7o extramuros, guardado pelo que o autor do plano denomina as ru\u00ednas do forte da Huerta Grande.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia defensiva no s\u00e9culo XVIII<\/strong><\/p>\n<p>Ser\u00e1 a partir do s\u00e9culo XVIII, gra\u00e7as \u00e0 elevada produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica realizada por engenheiros militares, quando poderemos analisar o seu desenvolvimento atrav\u00e9s das mudan\u00e7as que experimentaram o segundo e o terceiro recinto.<\/p>\n<p>Aqui centraremos a nossa aten\u00e7\u00e3o na evolu\u00e7\u00e3o que, durante este s\u00e9culo, ocorreu na zona que circunda as hortas junto ao mar.<\/p>\n<p>Uma das primeiras reformas realizadas foi a do Forte de S\u00e3o Miguel (1707), constru\u00e7\u00e3o na origem efetuada com pedra e barro, que foi reedificada e refor\u00e7ada em 1733 com novos materiais, o que conferiu \u00e0 zona uma maior prote\u00e7\u00e3o dos ataques inimigos (cerco de 1715).<\/p>\n<p>A grande dist\u00e2ncia das muralhas do terceiro recinto obrigou \u00e0 dupla prote\u00e7\u00e3o das suas comunica\u00e7\u00f5es com o interior da cidade atrav\u00e9s de um caminho subterr\u00e2neo e outro, protegido, \u00e0 superf\u00edcie. As obras foram dirigidas pelo engenheiro Juan Mart\u00edn Zerme\u00f1o.<\/p>\n<p>Outra obra importante que est\u00e1 a decorrer neste espa\u00e7o \u00e9 a Luneta de Santa Isabel, cujo projeto data de 1729. A sua principal fun\u00e7\u00e3o estaria direcionada para a prote\u00e7\u00e3o do Baluarte de S\u00e3o Jos\u00e9 Baixo, situado na zona avan\u00e7ada do segundo recinto.<\/p>\n<p>Este baluarte une-se \u00e0s muralhas do Forte de S\u00e3o Miguel, tornando-se um elemento fundamental na prote\u00e7\u00e3o das hortas pr\u00f3ximas \u00e0 praia. Da mesma forma, exercia apoio ao molhe de S\u00e3o Jorge, impedindo o dep\u00f3sito de areias na costa e no porto da cidade.<\/p>\n<p>At\u00e9 este momento estavam delimitados os tr\u00eas primeiros recintos que formavam o territ\u00f3rio da cidade de Melilla. Em breve come\u00e7ou o projeto de unificar as Vit\u00f3rias (Vit\u00f3ria Grande e Chica) com o Forte de S\u00e3o Miguel, e este, por sua vez, com as zonas de praias, onde se destacava<\/p>\n<p>O quartel-general dos Grenadeiros.<\/p>\n<p>Este conjunto, ao qual faltariam ainda muitos elementos defensivos, viria a formar, anos mais tarde, o quarto recinto da cidade. A obra n\u00e3o foi f\u00e1cil,<\/p>\n<p>devido aos desn\u00edveis do terreno.<\/p>\n<p>Para solucionar algumas destas dificuldades, tomou-se a decis\u00e3o de construir a meio caminho o posto avan\u00e7ado do Alferes e alguns tro\u00e7os de<\/p>\n<p>muralhas.<\/p>\n<p>Entre o forte de S\u00e3o Miguel e as Vit\u00f3rias, resta um espa\u00e7o dif\u00edcil de fortificar, embora algumas altera\u00e7\u00f5es tornem esta tarefa mais suport\u00e1vel. Assim, ser\u00e1 constru\u00eddo um forte de pequenas dimens\u00f5es, chamado de S\u00e3o Carlos, no local onde anteriormente se situava o ancoradouro do Alferes.<\/p>\n<p>Em 1761, segundo o plano de Gregorio Espinosa de los Monteros, embora o quarto recinto ainda estivesse por definir, j\u00e1 aparece a Torre de Santa B\u00e1rbara, constru\u00edda sobre o antigo posto de granadeiros, com um muro de liga\u00e7\u00e3o para S\u00e3o Miguel e outro para a Luneta de Santa Isabel.<\/p>\n<p>Assim, ficavam quadranguladas e protegidas as terras de cultivo. As amea\u00e7as de agress\u00e3o e tomada da cidade de Melilla por parte do sult\u00e3o de Marrocos, Muley Mohamed, fizeram com que o rei Carlos III enviasse para a cidade uma comiss\u00e3o formada pelo marechal de campo Luis de Urbina e os engenheiros Juan Caballero e Ricardo Aylmez com o objetivo de refor\u00e7ar os sistemas defensivos que naquela altura possu\u00eda a cidade.<\/p>\n<p>Projetou-se a uni\u00e3o atrav\u00e9s de muralhas retas do forte de Vit\u00f3ria Grande com o de S\u00e3o Carlos, e este pelo mesmo sistema ao de S\u00e3o Miguel, continuando as muralhas at\u00e9 \u00e0 Torre de Santa B\u00e1rbara, e fechando o recinto com o tra\u00e7ado de um muro reto at\u00e9 ao molhe. Este projeto iniciou-se em 1773 mas teve de ser posto de lado devido ao cerco do sult\u00e3o a Melilha.<\/p>\n<p>A 23 de outubro de 1774, o sult\u00e3o declarava, atrav\u00e9s deste cerco, guerra a Espanha. A 19 de mar\u00e7o de 1775 termina o conhecido como \u201cCerco dos cem dias\u201d e come\u00e7a a reabilita\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os danificados e conclui-se o projeto iniciado dois anos antes por Juan Caballero, ficando perfeitamente delimitado o quarto recinto.<\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-8081 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-00-PORTADA-PLAZA-CULTURAS-I.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"80\" height=\"80\" src=\"https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-00-PORTADA-PLAZA-CULTURAS-I-80x80.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"PORTADA PLAZA CULTURAS I\" srcset=\"https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-00-PORTADA-PLAZA-CULTURAS-I-80x80.jpg 80w, 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href='https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-02-XVII.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"80\" height=\"80\" src=\"https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-02-XVII-80x80.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"XVII\" srcset=\"https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-02-XVII-80x80.jpg 80w, https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-02-XVII-350x350.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 80px) 100vw, 80px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-03-XVIII.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"80\" height=\"80\" src=\"https:\/\/melillamonumental.es\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Foto-03-XVIII-80x80.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"XVIII\" 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